Tuesday, September 30, 2008

Athlete - Beyond The Neighbourhood



Esse disco além de ser excelente, tem uma capa bastante interessante. É uma abstração e um jeito diferente de desenhar o nome da Banda. Athlete tem um som bastante honesto e muito bem feito. Suas harmonias são contemporâneas e combina com a capa.

Esse tipo de layout foi muito utilizado no começo dos anos 2000 em vários sites. A Isometria e geometria e linhas retas, são características do design dessa época. Eu não sou muito fã não, mas tem gente que gosta e faz layout assim até hoje. É o que eu falo, tem gente que encontra uma fórmula e vai nessa até o fim da vida.



O primeiro single desse disco “Hurricane” tem a linguagem parecida, mas executada de outra maneira. Nesse layout os elementos de raio e do coração são traduções do que a letra diz. Só acho que ficou muito “Estados Unidos”, mas fazer o que? Os Layouts da campanha do Obama são lindos!



Ainda existe uma versão de 12 polegadas que é muito legal também. Infelizmente aqui no Brasil não podemos ver mais esse tipo de lançamento. Aqui as lojas são muito pequenas e as 12 polegadas iria ocupar muito espaço, além de ninguém mais ter toca discos. Como já disse antes, os discos de 12 polegadas tem mais charme, faz você parar pra ouvir o disco. Hoje em dia você coloca o CD no som do carro, no computador na hora do trabalho, mas parar e ficar admirando o encarte que é bom heim? Nada!

No Site Sleevage, tem uma referência muito legal entre essa capa e um artista Alemão chamado Delta. Confiram. Pra quem gosta desse tipo de design esse cara manda muito bem. É uma mistura de Lego com Escher. Gosto bastante, apesar de nunca ter feito nada assim.

Pros mais moderninhos, acho que essa capa é perfeita, mas não sei se essa capa tem um apelo visual tão bom quanto outras capas por aí, só posso dizer que gostei da capa bem depois de ter gostado do disco. Pra quem gosta de Indie, é uma boa pedida.

Wednesday, September 17, 2008

Lenny Kravtz - Baptism



É muito ruim acordar todo dia e saber que você precisa escrever no seu blog abandonado, mas cá estou, e vamos nessa que o barco tem que continuar. Caiu? Sacode a poeira e vamo nessa! Desculpem aos que acompanham, mas agora prometo ser mais presente por aqui. Enfim, sem usar desculpas pessoais vamos ao que interessa. Hoje vou mostrar a semelhança entre a direção de arte numa capa e a direção de arte em um anúncio.

Primeiro vamos apresentar o staff da capa do Lenny Kravtz (pra quem conhece isso aqui, não consigo não ler Lenny Kravtz e não falar “Lénitz Kravtins”, hehehe). Enfim... A foto dessa capa é de Mark Seliger. Ele foi fotógrafo da Revista Rolling Stones de 1992 a 2002. Essa foto provocante chama bastante atenção, tanto pela beleza e estética da luz, quanto pela chapinha do Lenny e do fato dele estragar uma Gibson Flying V.

Eu acho essa capa muito boa. Acho essa foto muito bonita e sim, eu compraria esse disco somente pela capa. Seu conteúdo musical é legal, mas nada comparado ao disco 5 do Lenny. Depois de ver essa capa a esquecer que ela existia, navengando por aí achei uma campanha da Fischer América (que trabalhei) que tem a direção de arte na mesma onda.

Quando falo que a linguagem e a função da capa de disco ser praticamente a mesma de um anúncio, esses anúncios abaixo não me deixam mentir. Até a próxima capa =).




Tuesday, May 27, 2008

Muse - Invincible



Mais uma arte de capa daquelas que você olha e pensa: "Nossa que isso!?! Isso é muito bom! Preciso escutar esse single!" Poisé, no Brasil ainda estamos longe de chegar perto da cultura de Singles, mas pra quem é gringo esse tipo de lançamento é bem comum e faz muito sucesso.

Esse single do Muse, que ainda não escutei, tem uma arte que inspira qualquer designer e diretor de arte. Parece um esfumaçado e nuvens com cores fortes dos anos 70 e que leva o leitor a um clima que mostra bem qual é o tipo de som que o Muse toca. Eu sou fã de Muse, e pra quem também é, parece que em Agosto eles vão descer na terrinha Natal de Deus, o meu grande e querido Brasil.

Engraçado que achei essa capa num Blog sobre design, que acompanho diariamente seus Feeds. Quando vi quase não acreditei na beleza dessa capa. Posso até estar empolgado demais, mas é que realmente achei lindo essa arte. O nome desse artista é Jasper Goodall. Ele tem vários trabalhos em design que são inspiradores. Vou colocar mais umas artes que tem essa mesma linguagem que ele criou para a identidade visual dos Singles do Muse.







E aí? Gostaram? O mais legal que o Disco lançado depois desses singles foi feito pelo grande Storm Thorgerson (o mesmo das capas do Pink Floyd). Que coisa não? Esse cara tá em todas.

Wednesday, April 16, 2008

Vulgar Display Of Power



Você pode até não conhecer o som do Pantera, mas essa capa com certeza você já deve ter visto por aí. Segundo algumas fontes, parece que essa foto foi feita umas 60 vezes e o Phil Anselmo (vocalista do Pantera) deu 60 socos na cara de um fã, que recebeu entre 50 a 100 doletas pra aparecer na capa, e lógico, dar a cara da tapa.

Essa foto representa perfeitamente o que é o som do Pantera. Porrada na cara. Gosto demais dessa banda. Escuto o tempo todo. Pelo menos uma vez por semana, ouço pelo menos um música e claro, ela é perfeita pra um dia de fúria, você se acalma rapidinho.

Vamos ao design: essa foto foi reticulada. No mundo dos quadrinhos essas bolinhas que formam a imagem é bem comum. Acho que isso remete ao público jovem e revoltado dos EUA. A fonte serifada vermelha, dá o contraste que é preciso pra divulgar o nome do disco. E a marca da banda? Bem, as marcas de banda são um caso a parte. Só não gosto muito das logomarcas das bandas que não dá pra ler nada. Mais isso acontece mais nas bandas de Black Metal.

Acho que quando lançaram esse disco em 1991, me lembro de ser um dos primeiros que vi o selo de “Parental Advisory Explicit Lyrics”. Como meu inglês era muito pior do que é hoje, só entendi que meus pais não iriam gostar nada nada das letras das músicas.

Hoje que entendo as letras, realmente dá pra sacar o por que desse selo. Depois de muitos outros discos lançados no mundo, esse selo perdeu seu impacto e relevância. Parece que já faz parte da direção de arte. Fica até bonito. O selo é super bem feito.

Essa foto foi feita por Brad Guice, a direção de arte por Bob Defrin e o Design por Larry Freemantle. Só por curiosidade, pesquisando por aí, descobri que Bob Defrin foi o cara que fez a marca do AC/DC em 1977 (genial). Ele foi diretor de criação da Atlantic Records por 19 anos.

Fico pensando. Deve ser ótimo você ter um portifólio onde as as capas dos discos que seu futuro chefe gosta, você quem fez.

Fonte: Sleevage

Monday, March 31, 2008

Beatles: The Evolution





Falar sobre as capas dos Beatles é complicado, mas ao mesmo tempo fácil. Fácil por ser uma das bandas que mais gosto. Complicado por ser muito difícil de escolher qual é a mais legal.


Beatles é uma banda tão plural que é difícil definir seu estilo. Podemos dizer que eles divulgaram o iê-iê-iê, invetaram o Heavy Metal (vide Helter Skelter), modificaram a psicodelia, mudaram o conceito de música romância e claro, foram uma das primeiras Boys Band do século.


Para identificar essa evolução musical, que teve na sua curta carreira de aproximadamente 8 anos, nada melhor do que um disco que representasse suas características na fase inicial da banda, e também o fim da carreira, com suas barbas longas e jeito político de ser.


Nessas duas coletâneas, a banda fez um trabalho excelente dividindo o clima de cada capa com as músicas que foram escolhidas. O clima da banda foi muito bem representado por essas duas fotos. Uma de 62 até 66 e de 67 até 1970, quando a banda acabou.

A capa do ”Red Album” (62-66) é utilizada a mesma foto da capa dos primeiro álbum da banda, o “Please Please Me”. Para fazer a capa do “Blue Album” (67-70), a banda resolveu fazer a foto no mesmo lugar, o Macherster Square em Londres e manter sua mesma posição e disposição e o ângulo da foto. Inicialmente essa foto foi feita pra capa do disco Get Back, que logo em seguida virou Let It Be, e assim a foto não foi utilizada.


A própria banda escolheu as músicas da cada álbum e as cores de cada capa. Essas duas artes são uma das capas que mais gosto e os dois álbuns duplos, tem tudo que um iniciante em Beatles precisa saber pra depois explorar discos como Sgt Peppers, Robber Soul e o Revolver. Esses, os meus preferidos.

Monday, March 17, 2008

Beck - The Information




Se você achou que não existe mais motivos para compra um CD na era dos mp3’s, eis um CD que desperta a curiosidade e faz uma pessoa comprar CD com muito prazer. Esse álbum do Beck, além de ser muito legal, tem uma interatividade que poucos discos no mundo tem, você mesmo cria a capa que quiser.


Vindo com a capa em branco com guides pra se colar adesivos, esse disco do Beck é uma idéia simples, moderna e desperta o designer que tem em cada um. Com adesivos de formatos diferentes e ilustrações interessantes, nem mesmo um micreiro de Corel Draw consegue fazer uma capa “feia”.


Cada pessoa tem um gosto diferente, e com essa interatividade e montagem da capa dos discos, a “feiura” está nos olhos de quem não foi o autor. Se você achou que ficou bonito, então pode ficar feliz, você fez uma capa de disco.


Essa idéia é genial, é uma das coisas que eu queria ter feito, mas infelizmente o simples as vezes não nos passa pela cabeça. Queremos sempre inovar, fazer coisas loucas, ou idéias mirabolantes, mas na maioria das vezes o simples é o melhor e o simples geralmente é descartado nos primeiros minutos pois o medo de errar, ou que a coisas já tenha sido feita, nos faz jogar fora.


Não adianta voltar atrás. Se uma idéia simples se perde, já era, não se tem o que fazer, apenas levantar a cabeça e pensar de novo, faz bem pra você e o torna uma pessoa melhor. No disco do Beck, se você fez e ficou feio, ou se enjoou, tire os adesivos e cole outros. Não é todo dia que se pode mudar uma micragem.

Monday, February 18, 2008

Similar (Manowar, Kiss)





Quando se fala de estereótipos, o rock’n roll se supera. O teatro que se faz em volta do metal e do rock é muito bem explorado por bandas mais antigas. O Kiss com seu teatro visual de personagens que representam os Deuses do Rock e o Manowar que representam os Deuses do Metal.

Os Deuses do Metal são contra os posers e as bandas de Metal de mentira. Podemos citar: Guns’n Roses e cia. Essa espécie de “roqueiros” pop que se acham pesados e que fazem qualquer um dançar Welcome to The Jungle numa formatura cheia de funkeiros, é completamente criticada e odiada pelos Deuses do Metal. Podem ter certeza que o Massacration é inspirado do Manowar.

Já o Kiss é uma banda que foi feita pra ganhar dinheiro e chamar a atenção. O teatro desses 4 personagens rendeu boas histórias. Mesmo falando de amor em 70% de suas músicas, o Kiss foi considerado na época uma banda do demo. Suas fantasias e clipes cheios de mulheres foi visto como um bando de pecadores, tocando rock from hell e convocando os jovens para um mundo de pecado e sem volta. Não é bem assim.

Quem pensa que a vida dos roqueis é uma putaria desvairada, essas duas capas mostram que em boa parte isso é verdade. É claro que em todo estilo musical as grupies estão sempre lá, dando mole pro segurança pra entrar no camarim e tirar um sarro da banda e com sorte, quem sabe, acordar ao lado deles e de mais umas 15 mulheres num quarto de hotel.

Essas duas capas tem a mesma idéia, mas cada banda com seu teatro. O Kiss com suas máscaras e o Manowar com suas calças de couro e a falta de camisa. Na verdade esses Deuses estão mais pra ícones da veneração e do sexo sem pudor do que Deuses de verdade. O metal e o rock é isso. As grupies estão por todos os lados, se apaixonando pela banda e querendo de qualquer forma dormir com um dos caras. Que fique claro que estou falando de grupies e não da mulherada em geral.

Essas duas capas são muito mais interpretações de estereótipos do que o contrário. A capa imita um pouco da verdade e a verdade é um pouco da capa. Não dá pra saber o quanto essa capa faz alguém se seduzir a ponto de querer fazer sexo ou uma orgia com a banda, mas que as duas capas são instigantes, isso não podemos negar.

A linguagem das duas capas é muito parecida. Esse tipo de ilustração é muito boa e eu gosto muito. Pra quem foi criado olhando e babando nos desenhos das capas de Conan, com certeza vai gostar e vai gostar mais ainda da capa do Manowar. O disco do Kiss nem tem o que se falar, depois de Creatures of The Night, esse é o disco que mais gosto. Já o disco do Manowar é pra quem gosta do verdadeiro Metal. A dica: Compre uma revista do Conan e dê play, a trilha é bem melhor que a do filme.

Saturday, January 26, 2008

Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik





Não ia entrar muito no mérito de ser o melhor disco dos Peppers, mas tenho que comentar. Escutei esse disco em 92, quando tinha 11 anos. Pode até parecer mentira, mas quando eu tinha 8 ou 9 anos, o disco que eu mais escutava era Reingn Blood do Slayer. Em 92, o Blood Sugar Sex Magik e o Black Album do Metallica disputavam o campeonato mundial de disco mais escutados por mim em 1992. Resumindo, esse disco é bom demais!


Vamos para a parte visual da coisa. Descobri que o cara que fez essa capa, na verdade, um trabalho em conjunto, foram: Henk Schiffmacher, Gus Van Sant. Henk Schiffmacher, mais conhecido como Henky Penky, é até hoje um tatuador dos mais renomados dos EUA. Ele já fez tatuagens pra tudo que é Rock Star e fez o design das línguas dessa capa.

Já Gus Van Sant foi o responsável pelas fotografias e o design em geral. Além de fotógrafo, designer e um monte de coisas, ele também é cineasta. Na mesma época ele que dirigiu o video clipe de Under The Brigde. Ele fez vários filmes e ainda faz um monte de clipes. O que isso quer dizer? Na minha cabeça, ser “diretor de arte” é difícil, principalmente porque todo mundo quer ser, mas poucos conseguem fazer algo tão bom.


Acho que pra ser diretor de arte você precisa de um pouco mais do que aulas de tipografia ou linguagem, tem que ter acima de tudo, bom gosto. Isso tem de sobra em Gus Van Sant. O cara é cineasta, tira foto e ainda faz a direção de arte. Conheço alguns excelentes diretores de arte e sei que todos eles fazem alguma coisa paralera muito bem. Uns tiram fotos, outros desenham, alguns filmam ou escrevem contos.


Voltando pra capa, o tipo de diagramação do nome do disco e do nome da banda é perfeita. Combina demais com os quatro integrantes e faz a pessoa virar o disco de um lado pra outro pra ler e isso faz com que a simetria da capa fique evidente, que mostra que a capa funciona de qualquer lado.
Acho esse disco muito bom, com um nome muito bom e um design muito bom. Olha de onde vem as referências, hoje em dia é comum a diagramação ser feita com a letra do designer.

Mais uma vez a vida imita a arte e arte imita a música, que imita o design, que imita a publicidade, que imita a música e assim por diante. Vamos soltar a mão e fazer layouts como esse. Ousar um pouco mesmo parecendo quadrado é difícil, mas nada como uma boa apimentada no layout pra dar aquele charme.

Fonte: http://sleevage.com/

Monday, January 14, 2008

Chris Cornell - Carry On









O mundo chega no limite e logo em seguida tudo se renova começando do zero. Essa viagem filosófica fica evidente ao ver essa capa do Chris Cornell. O estúdio de design, ilustração chamado Invisible Creature - especialistas em capas de discos, fizeram um trabalho muito legal nesse encarte e capa. Quando falo que o vintage é moda, ninguém me escuta. Todo mundo quer parecer mais antigo, isso é cool e com certeza daqui a pouco todo mundo vai se vestir do mesmo jeito. É o eterno retorno de Nietzsche. Como mesmo falei é uma viagem filosófica.


Parece viagem, mas a linguagem da capa do Chris Cornell é muito antiga. A quanto tempo você não via uma capa com o nome das músicas? A última vez que eu vi foi por volta de 1967. Eu sei que não vi, mas me contaram. Além de ter o nome das músicas na capa, o interior do encarte é uma volta no tempo. Esse design é bem parecido com os que Alex Steinweiss (o inventor das capas de disco). Depois eu faço um artigo só desse cara.

Na capa nem dá pra percebem muito o design vintage, mas no encarte isso fica envidente. Só depois que vi o encarte que fui sacar a linguagem da capa. Fiquei bem impressionado. Tudo no design, moda, estilo e etc.. estão voltando no tempo. É tudo divertido, recordar é viver. A nostalgia vende e diverte as pessoas, mas ainda não tinha visto isso tão evidente numa capa.

Além da capa e principalmente o encarte serem ótimos, o disco também é muito bom. A voz desse cara - que usa esse bigodinho totalmente "E o Vento Levou" - está cada vez melhor. Fiquei triste com o Fim do Soundgarden, com o fim do Audioslave, mas valeu a pena. Os dois discos solos do Cornell são muito bons. Vale a pena conferir.

Se vocie curtir as músicas, acho que vale a pena comprar o CD. Como mesmo penso, as gravadoras tem que inovar e ter alguma coisa pra chamar a atenção das pessoas. Assim como as grandes marcas fazem, tentando inserir as pessoas no mundo e o contexto dos produtos, as gravadoras tem que se virar pra fazer alguma coisa pra que o cara entre numa loja, olhe um CD e resolva comprar. Bem, como mesmo provei, uma capa bonita já ajuda bastante.

Tuesday, January 8, 2008

Similar (Queen, U2, Blur)

Esse é o primeiro post da futura série sobre capas "parecidas", ou pra um bom entendedor, na publicidade isso se chama: "design chupado!". Ou seja, uma cópia adaptada. Mas não entro muito nesse fator ético, quem é que nunca olhou pra uma coisa e pensou, "putz é isso que eu quero! Vou fazer parecido". O problema é quando você olha, copia e pensa: "tomara que ninguém veja".

Hoje em dia com a internet fica difícil, mas acho que uma boa inspiração é saudável. Com certeza o cara que fez aquilo que você está "chupando" já "chupou" alguma coisa de alguém. Eu estou falando de design, não me venham com idéias distorcidas. =)

O que penso é o seguinte, esses três discos são de épocas diferentes, mas de bandas da Grã-Bretanha, que tem o fator cultural como mesma referência. O Queen fez essa capa com uma linguagem de Stencil. Em 97 o U2 "copiou" e colocou uma linguagem referente ao seu novo som, o Pop. Logo depois, em 2000, o Blur veio com uma linguagem que mostra bem a nossa era dos Vetores e Photoshop.



Eu acho as três capas uma mais bonita que a outra. Não vou mentir em dizer que EU acho a do Blur mais bem resolvida em termos de design, mas a ilustração do Fred Mercury é absurdamente boa. É impressionante como ele só precisa de cabelo e bigode pra ser reconhecido. Dá pra ganhar rios de dinheiro vendendo uma camisa só com essa ilustração dele.

Acho que a capa do Queen é a mais representativa, mas não tem nada de revolucionário, até porque Andy Warhol fez coisas muito parecidas na época da Pop Art. Lembram da ilustração da Marilyn Monroe? Poisé. Por isso que digo, tudo tem sua referência. Warhol com certeza tinha as dele.
Mas mudando um pouco de assunto, recomendo os três discos. Apesar desse do U2 tenha me assustado bastante na época que lançou, hoje em dia eu acho legalzim. Nada demais, mas é legalzim. O disco do Blur que é de 2000 é o que eu mais gosto, até porque ele é um The Best Of, então não tem como competir. E o disco do Queen era de uma fase que a banda estava começando a experimentar umas coisas diferentes do seu Opera Rock. Bom disco, só isso.
Design é isso. Olhe, se inspire e faça sem medo. Só não pode copiar os acordes da banda que você gosta. Isso dá cadeia e uma bela multa. As vezes é melhor ser designer do que músico. Se bem que até hoje eu não sei se sou bom no design, ou bom na música. Acho que por isso resolvi falar das capas.

Thursday, November 29, 2007

Battle Of Album Covers

Monday, November 26, 2007

The Artist Side Of The Moon






















































































































































With hard work, much study and much reading I finally finished my thesis of semiotics analysis of Pink Floyd's album cover. I had the goal to proving that the album covers work in the same way as advertising, always has a reason and some kind of dimension of communication.

The communications dimensions can be divided into three types: affective, cognitive and connotative. The affective dimension is when someone has a predisposition to consumption of a particular object, for example: users of LSD in the '60s. They had an affinity with the psychedelic-style design, sharp colors, very colorful and lots of curves in the sources, which gave the consumer a purchase desire by the affinity he had with his lifestyle.

The connotative dimension, is about consumers to interact with the product. They want to enter the world of image, always wanting to discover the meaning of each element of design. Today, brands not only sell their quality, in the competition of the globalized worldm, quality no longer serves as a tool of persuasion. The big brands try to make the consumer come into your life style, they want the consumer likes the brands and feel like a member of the brand and lifestyle.

The other dimension is the cognitive. This aspect of communication is the tool that sells an ideology like propaganda or a sign of protest. Pink Floyd's Roger Waters era, has a phase that represents well this kind of dimension. Till the Wish You Were Here album to the Final Cut, this dimension has created a consumer desire for identification with the ideology of the band.

Pink Floyd used the anti-culture movement to criticize the capitalist world, the Cold War and even the Falklands War, to make their music a tool of protest. With a structuralist semiotic analysis of Roland Barthes, it is evident that each cover wanted to convey. Its connotation based on reading of Mind Over Matter, a book of Storm Thorgerson, shows what they wanted through the covers.

In a poster, press ad, the intention is always part of the dramatization of one idea through a copywirting, art direction and design and could not be different about the album covers. Storm Thorgerson, who made 90% of the album covers of the Pink Floyd, says that the cover is a selling tool, not as direct as an brand ad, but there is nothing different.

Thursday, April 19, 2007

Bob Dylan's Greatest Hits

Look at this picture. Seen it? Yep, there's nothing nowadays we can't do like this. This photo was shot in 1967 by Roland Scherman and is a perfect way to show Bob Dylan's style. The picture's climate and the layout was perfect. It may seem simple at this cover, but I really like it.

Again I'll talk the LP format, 12 x 12 inches. LP format is much better to enjoy than CD format with little 12 x 12 centimeters. In overall, this cover art shows symmetry and a perfect backlight that bounces off in Dylan's head.

It can be easy to make this kind of silhouette, but an expression of melancholy that Bob always has in his gaze and his music is very clear. It seems he is in the midst of recording the voice. I look at this cover and think: "I would be there to know what he was singing at that moment.

The art directors of this artwork were Robert Cato and John Berg, who logically in 1968, a year after the launch of this great album, received a Grammy Award for best album cover with photo. This award was given for at 1966 to 1969, who also had a category, graphic covers. After 1969 the two categories were merged and replaced by best album cover.

You must buy this album to look and feel this album climate. Dylan is a great songwriting and great musicians think he's a genius.

I think that nothing takes away the charm of a good retro photo. I think differences between good photographer and bad photographer is the talent, because with a good digital camera and a reasonably light, you have a good shot. For me what matters is the idea and the concept, as Roland Barthes said: "The most important organ of a good photographer is his finger." Good luck, good music and good looking.

Monday, March 5, 2007

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band



This cover is one of the most mysterious covers of all time, with his technique of cutting and pasting, there are great mysteries surrounding this artwork. Grammy winner for best album cover, who was developed by Robert Fraser as art director, and Peter Blake with Michael Cooper as a designer and photographer.

In his time this type of design was innovative, today we see many things with cutting and pasting style, today is almost a trend in design, since you can put various ideas in the same layout and still make you look beautiful, engaging and modern.


In this album cover, many celebrities have their space, like Marlene Dietrich, WC Fields, Diana Dors, Bob Dylan, Sigmund Freud, Aleister Crowley, Edgar Allan Poe, Karl Marx, Oscar Wilde, Marlon Brando, Stan Laurel and Oliver Hardy, and Indian gurus (request from George Harrison). Besides these celebrities there is also the first members of the Beatles were, Pete Best and Stuart Stucliffe.


As I said earlier, if you get the CD of Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band you will feel anger, because you can not see much things with clarity, you have to look at LP cover album to be able to look closely at every detail. In addition to a beautiful hard cover, you will buying one of the best album of all time, which is not only my opinion.

In the design concept, this album once again innovated and make a trend, today many people use this album artwork as a reference, not only musically but also as design. Besides be an english Pop Art artist, Peter Blake did works for album cover of Oasis - Stop The Clocks. Better than read I writing here, is to go for an used bookstore, and buy this album, put on the record player and look at the cover and increasingly discovering that this recording is wonderful.

Wednesday, February 28, 2007

Brian Salad Surgery



Many famous designers did artwork for album covers. One of this designers that I like is the master of eschatology H. R. Giger, the same guy that made all the art direction and scenery of the blockbuster movie Alien. His style, revolutionized the design in my vision. This cover was made in 1973, and comparing with the things that is made today, this one still looks quite fresh.

Giger was born in 1940 and his visions are focused on obscenity and deconstruction of the perfect. His works place the viewer in a cold world, organic and eschatological.


The way that Giger saw this Emerson Lake & Palmer album was perfect. His vision goes beyond the psychedelic trips and use of color, but in the way of making the listener feel inside that organic and futuristic world.

Look at this album at the stores, gives you an impression that this is a new release. Giger is beyond his time and his work will never be forgotten. In addition to Emerson Lake & Palmer, Giger also worked in some album covers for bands like Dead Kennedys, Celtic Frost, Carcass and Danzig, those bands that has a style of protest, bloody and purest organic sound.

To learn more the work of Giger http://www.hrgiger.com/ just get in and blurring of fear.

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