Tuesday, October 14, 2008

Série: Without PhotoShop

Meu amigo Hunald me enviou essa referência a um tempo, já estava na hora de postar. Olha como eram feitas as capas sem PhotoShop. Uma pérola melhor que a outra.


"É isso aí minha querida, fica paradinha aí.. aproveita e abre essa gaveta..olha pro bambi. Tenho certeza vai compor legal a foto. Fica paradinha, faz cara de paisagem e vamo nessa que a foto vai ficar ótema!"

(haehaheaeha)


"Adorei esse papel de parede! Vamos colocar uns quadrados preto no chão pra mostrar que o chão está integrado com o fundo. Faz uma pose de mal.. pega esse banjo e faz uma cara bem sexy que a capa vai ficar LINDA!"

(ahehaehaehahea)

É isso aí galera. Fico imaginando como foi a direção do fotógrafo na hora dessas fotos. Deve ter sido uma comédia! Bem, hoje em dia é comédia, mas na época, com certeza isso era o que tinha de mais lindo.

Thursday, October 9, 2008

Cover Band

Quando vi quase não acreditei. Cada dia que passa fico mais feliz em saber que não só eu me interesso por capas de disco. Se você está aqui, provavelmente também gosta. Então, por que não fazer arte em cima da arte da capa de um disco que tem a arte que já era excelente, transformando-a em uma capa nova e também excelente? heheheh.

Olha o Trabalho desses caras:











É um melhor que o outro. Me amarrei demais!

É muito maneiro esse esquema de pegar a capa do disco de 12 polegadas e sair desenhando em cima. É genial!

Dica do meu amigo Cláudio Delamare.

Mais trabalhos em: Cover Band Available

Wednesday, October 8, 2008

Beatles - Revolver & Cesar Moreno





Taí uma coisa que eu quero fazer. Na minha pós graduação (em artes visuais), quero fazer exatamente o que esse Diretor de Arte chamado César Moreno fez com a capa do Revolver. Pegar a capa e deixar com a cara dele. Como assim?

Poisé. Planejo pro meu projeto final fazer exatamente isso que ele fez. Escolher umas 5 capas de discos que eu mais gosto e fazer uma “releitura”, uma espécie de layout novo como se eu tivesse sido o diretor de arte daquela capa.

Essa releitura que ele fez tá bonita demais. Ficou igual ao layout antigo, mas com cara de hoje em dia. Além de "ficar um pouco mais moderno", os Beatles estão desenhados com a cara de hoje em dia, tirando o Lennon que está com a cara da época que foi assassinado e o Harrison de quando ele morreu.

Se bem que a capa do Revolver dos Beatles é totalmente moderna. Todos os designerszinhos usam essa formulinha pra fazer coisas “modernas”. De cada 10 layouts que vejo em portifólios por aí, pelo menos 5 tem essa linguagem de recorte, ornamentos e afins.

Falando um pouco do Disco, esse disco só não é perfeito por causa das viagens indianas do George Harrison. Simplesmente pulo essa viagem. Mas no geral esse disco é genial. Acho melhor do que o aclamado Sgt Peppers. Mas enfim, todo mundo fala só do Sgt. Peppers, então todo mundo só gosta do Sgt. Peppers.

Além dessa ilustração de Cesar Moreno, um Mexicano muito talentoso, há também no Site dele (http://www.1978.com.mx/), muita coisa boa. Além dessa releitura de Revolver dos Beatles ele tem uma sessão só com desenhos do mundo da Música. Recomendo. Um abraço a todos.

Monday, October 6, 2008

Alex Steinweiss


A primeira capa de disco com foto / ilustrações e afins foi feita em 1939 por um jovem de apenas 23 anos, ou seja, já passou da idade pra eu me tornar famoso e visionário. O Nome desse jovem é Alex Steinweiss. Sim ele ainda está vivo.



Até 1939, as capas eram apenas embalagens para os LPs e Steinweiss, que foi o primeiro diretor de arte da Columbia Records, teve a idéia de colocar imagens nessas capas vendo nisso uma oportunidade criativa para os álbuns de 78 rotações, aqueles pequeninos de vinyl.

Antes da idéia dele, essas embalagens eram pacotes de papelão simples, que tinha o nome do artista e o nome do álbum impressos. Ele achava aquilo muito feio e sem graça e conseguiu convencer os executivos da gravadora a fazer um projeto para essas embalagens. Ele queria expressar a qualidade das músicas dos álbuns, em imagens criativas para exercer um papel de divulgação dos artistas.

Em 1947 Steinweiss inventou uma capa de papelão que poderia ser utilizada como proteção e ao mesmo tempo, poderia ser impressa em uma máquina gráfica. Esse projeto de capa tornou-se padrão em todas as gravadoras por mais de 50 anos – período ao longo do qual as capas passaram por vários estilos de design e culturas diferentes.

A partir dos anos 60, as capas representavam bastante como os músicos enxergavam suas músicas. No início os próprios músicos viam suas imagens impressas nas capas como marcas que identificavam o estilo que aquele álbum teria.

Durante os anos 90 os LPs começaram a se tornar raridades por causa do lançamento dos CDs. Os CDs tinha formato menor e isso influenciou bastante na concepção de um layout de capa, fazendo com que a arte das capas de álbuns perdessem um pouco do seu valor. Mesmo que as artes das capas continuassem, o formato menor, a praticidade e a qualidade de som que os CDs traziam, foram diminuindo os LPs de vinil das lojas.

Os diretores de arte tiveram que se adaptar ao novo formato, transformando a capa dos Cds em encartes ilustrados, com informações adicionais e letras. Outros utilizaram as dobras de um mini-pôster para fazer a capa e quando aberta formava um pôster com uma imagem maior, atraindo a atenção para o encarte do CD.



O que me deixa mais de cara com relação a criação desse gênio é que o cara é um excelente designer! As capas dele tem suas limitações técnicas, mas as idéias são ótimas. Não basta ter apenas um Photoshop CS20 se você tem idéias ruins. Micreiro tá cheio por aí. Quero ver você ter idéia que funcione e não simplesmente seja bonitinho.

Conheça mais desse cara em: http://www.alexsteinweiss.com/

Thursday, October 2, 2008

Album Cover Map



Olha isso que genial! O site Album Cover Map tem uma lista gigante de discos e onde eles foram feitos. Basta clicar no disco e ele mostra no Google Maps. Quando vi quase não acreditei! Genial demais!

Desculpa, mas não resisti fazer dois posts no mesmo dia.

Ads inspired by Album Covers

Check the work from McCann Stockholm inspired by Pink Floyd's covers. Really nice.

Tuesday, September 30, 2008

Athlete - Beyond The Neighbourhood



Esse disco além de ser excelente, tem uma capa bastante interessante. É uma abstração e um jeito diferente de desenhar o nome da Banda. Athlete tem um som bastante honesto e muito bem feito. Suas harmonias são contemporâneas e combina com a capa.

Esse tipo de layout foi muito utilizado no começo dos anos 2000 em vários sites. A Isometria e geometria e linhas retas, são características do design dessa época. Eu não sou muito fã não, mas tem gente que gosta e faz layout assim até hoje. É o que eu falo, tem gente que encontra uma fórmula e vai nessa até o fim da vida.



O primeiro single desse disco “Hurricane” tem a linguagem parecida, mas executada de outra maneira. Nesse layout os elementos de raio e do coração são traduções do que a letra diz. Só acho que ficou muito “Estados Unidos”, mas fazer o que? Os Layouts da campanha do Obama são lindos!



Ainda existe uma versão de 12 polegadas que é muito legal também. Infelizmente aqui no Brasil não podemos ver mais esse tipo de lançamento. Aqui as lojas são muito pequenas e as 12 polegadas iria ocupar muito espaço, além de ninguém mais ter toca discos. Como já disse antes, os discos de 12 polegadas tem mais charme, faz você parar pra ouvir o disco. Hoje em dia você coloca o CD no som do carro, no computador na hora do trabalho, mas parar e ficar admirando o encarte que é bom heim? Nada!

No Site Sleevage, tem uma referência muito legal entre essa capa e um artista Alemão chamado Delta. Confiram. Pra quem gosta desse tipo de design esse cara manda muito bem. É uma mistura de Lego com Escher. Gosto bastante, apesar de nunca ter feito nada assim.

Pros mais moderninhos, acho que essa capa é perfeita, mas não sei se essa capa tem um apelo visual tão bom quanto outras capas por aí, só posso dizer que gostei da capa bem depois de ter gostado do disco. Pra quem gosta de Indie, é uma boa pedida.

Wednesday, September 17, 2008

Lenny Kravtz - Baptism



É muito ruim acordar todo dia e saber que você precisa escrever no seu blog abandonado, mas cá estou, e vamos nessa que o barco tem que continuar. Caiu? Sacode a poeira e vamo nessa! Desculpem aos que acompanham, mas agora prometo ser mais presente por aqui. Enfim, sem usar desculpas pessoais vamos ao que interessa. Hoje vou mostrar a semelhança entre a direção de arte numa capa e a direção de arte em um anúncio.

Primeiro vamos apresentar o staff da capa do Lenny Kravtz (pra quem conhece isso aqui, não consigo não ler Lenny Kravtz e não falar “Lénitz Kravtins”, hehehe). Enfim... A foto dessa capa é de Mark Seliger. Ele foi fotógrafo da Revista Rolling Stones de 1992 a 2002. Essa foto provocante chama bastante atenção, tanto pela beleza e estética da luz, quanto pela chapinha do Lenny e do fato dele estragar uma Gibson Flying V.

Eu acho essa capa muito boa. Acho essa foto muito bonita e sim, eu compraria esse disco somente pela capa. Seu conteúdo musical é legal, mas nada comparado ao disco 5 do Lenny. Depois de ver essa capa a esquecer que ela existia, navengando por aí achei uma campanha da Fischer América (que trabalhei) que tem a direção de arte na mesma onda.

Quando falo que a linguagem e a função da capa de disco ser praticamente a mesma de um anúncio, esses anúncios abaixo não me deixam mentir. Até a próxima capa =).




Tuesday, May 27, 2008

Muse - Invincible



Mais uma arte de capa daquelas que você olha e pensa: "Nossa que isso!?! Isso é muito bom! Preciso escutar esse single!" Poisé, no Brasil ainda estamos longe de chegar perto da cultura de Singles, mas pra quem é gringo esse tipo de lançamento é bem comum e faz muito sucesso.

Esse single do Muse, que ainda não escutei, tem uma arte que inspira qualquer designer e diretor de arte. Parece um esfumaçado e nuvens com cores fortes dos anos 70 e que leva o leitor a um clima que mostra bem qual é o tipo de som que o Muse toca. Eu sou fã de Muse, e pra quem também é, parece que em Agosto eles vão descer na terrinha Natal de Deus, o meu grande e querido Brasil.

Engraçado que achei essa capa num Blog sobre design, que acompanho diariamente seus Feeds. Quando vi quase não acreditei na beleza dessa capa. Posso até estar empolgado demais, mas é que realmente achei lindo essa arte. O nome desse artista é Jasper Goodall. Ele tem vários trabalhos em design que são inspiradores. Vou colocar mais umas artes que tem essa mesma linguagem que ele criou para a identidade visual dos Singles do Muse.







E aí? Gostaram? O mais legal que o Disco lançado depois desses singles foi feito pelo grande Storm Thorgerson (o mesmo das capas do Pink Floyd). Que coisa não? Esse cara tá em todas.

Wednesday, April 16, 2008

Vulgar Display Of Power



Você pode até não conhecer o som do Pantera, mas essa capa com certeza você já deve ter visto por aí. Segundo algumas fontes, parece que essa foto foi feita umas 60 vezes e o Phil Anselmo (vocalista do Pantera) deu 60 socos na cara de um fã, que recebeu entre 50 a 100 doletas pra aparecer na capa, e lógico, dar a cara da tapa.

Essa foto representa perfeitamente o que é o som do Pantera. Porrada na cara. Gosto demais dessa banda. Escuto o tempo todo. Pelo menos uma vez por semana, ouço pelo menos um música e claro, ela é perfeita pra um dia de fúria, você se acalma rapidinho.

Vamos ao design: essa foto foi reticulada. No mundo dos quadrinhos essas bolinhas que formam a imagem é bem comum. Acho que isso remete ao público jovem e revoltado dos EUA. A fonte serifada vermelha, dá o contraste que é preciso pra divulgar o nome do disco. E a marca da banda? Bem, as marcas de banda são um caso a parte. Só não gosto muito das logomarcas das bandas que não dá pra ler nada. Mais isso acontece mais nas bandas de Black Metal.

Acho que quando lançaram esse disco em 1991, me lembro de ser um dos primeiros que vi o selo de “Parental Advisory Explicit Lyrics”. Como meu inglês era muito pior do que é hoje, só entendi que meus pais não iriam gostar nada nada das letras das músicas.

Hoje que entendo as letras, realmente dá pra sacar o por que desse selo. Depois de muitos outros discos lançados no mundo, esse selo perdeu seu impacto e relevância. Parece que já faz parte da direção de arte. Fica até bonito. O selo é super bem feito.

Essa foto foi feita por Brad Guice, a direção de arte por Bob Defrin e o Design por Larry Freemantle. Só por curiosidade, pesquisando por aí, descobri que Bob Defrin foi o cara que fez a marca do AC/DC em 1977 (genial). Ele foi diretor de criação da Atlantic Records por 19 anos.

Fico pensando. Deve ser ótimo você ter um portifólio onde as as capas dos discos que seu futuro chefe gosta, você quem fez.

Fonte: Sleevage

Monday, March 31, 2008

Beatles: The Evolution





Falar sobre as capas dos Beatles é complicado, mas ao mesmo tempo fácil. Fácil por ser uma das bandas que mais gosto. Complicado por ser muito difícil de escolher qual é a mais legal.


Beatles é uma banda tão plural que é difícil definir seu estilo. Podemos dizer que eles divulgaram o iê-iê-iê, invetaram o Heavy Metal (vide Helter Skelter), modificaram a psicodelia, mudaram o conceito de música romância e claro, foram uma das primeiras Boys Band do século.


Para identificar essa evolução musical, que teve na sua curta carreira de aproximadamente 8 anos, nada melhor do que um disco que representasse suas características na fase inicial da banda, e também o fim da carreira, com suas barbas longas e jeito político de ser.


Nessas duas coletâneas, a banda fez um trabalho excelente dividindo o clima de cada capa com as músicas que foram escolhidas. O clima da banda foi muito bem representado por essas duas fotos. Uma de 62 até 66 e de 67 até 1970, quando a banda acabou.

A capa do ”Red Album” (62-66) é utilizada a mesma foto da capa dos primeiro álbum da banda, o “Please Please Me”. Para fazer a capa do “Blue Album” (67-70), a banda resolveu fazer a foto no mesmo lugar, o Macherster Square em Londres e manter sua mesma posição e disposição e o ângulo da foto. Inicialmente essa foto foi feita pra capa do disco Get Back, que logo em seguida virou Let It Be, e assim a foto não foi utilizada.


A própria banda escolheu as músicas da cada álbum e as cores de cada capa. Essas duas artes são uma das capas que mais gosto e os dois álbuns duplos, tem tudo que um iniciante em Beatles precisa saber pra depois explorar discos como Sgt Peppers, Robber Soul e o Revolver. Esses, os meus preferidos.

Monday, March 17, 2008

Beck - The Information




Se você achou que não existe mais motivos para compra um CD na era dos mp3’s, eis um CD que desperta a curiosidade e faz uma pessoa comprar CD com muito prazer. Esse álbum do Beck, além de ser muito legal, tem uma interatividade que poucos discos no mundo tem, você mesmo cria a capa que quiser.


Vindo com a capa em branco com guides pra se colar adesivos, esse disco do Beck é uma idéia simples, moderna e desperta o designer que tem em cada um. Com adesivos de formatos diferentes e ilustrações interessantes, nem mesmo um micreiro de Corel Draw consegue fazer uma capa “feia”.


Cada pessoa tem um gosto diferente, e com essa interatividade e montagem da capa dos discos, a “feiura” está nos olhos de quem não foi o autor. Se você achou que ficou bonito, então pode ficar feliz, você fez uma capa de disco.


Essa idéia é genial, é uma das coisas que eu queria ter feito, mas infelizmente o simples as vezes não nos passa pela cabeça. Queremos sempre inovar, fazer coisas loucas, ou idéias mirabolantes, mas na maioria das vezes o simples é o melhor e o simples geralmente é descartado nos primeiros minutos pois o medo de errar, ou que a coisas já tenha sido feita, nos faz jogar fora.


Não adianta voltar atrás. Se uma idéia simples se perde, já era, não se tem o que fazer, apenas levantar a cabeça e pensar de novo, faz bem pra você e o torna uma pessoa melhor. No disco do Beck, se você fez e ficou feio, ou se enjoou, tire os adesivos e cole outros. Não é todo dia que se pode mudar uma micragem.

Monday, February 18, 2008

Similar (Manowar, Kiss)





Quando se fala de estereótipos, o rock’n roll se supera. O teatro que se faz em volta do metal e do rock é muito bem explorado por bandas mais antigas. O Kiss com seu teatro visual de personagens que representam os Deuses do Rock e o Manowar que representam os Deuses do Metal.

Os Deuses do Metal são contra os posers e as bandas de Metal de mentira. Podemos citar: Guns’n Roses e cia. Essa espécie de “roqueiros” pop que se acham pesados e que fazem qualquer um dançar Welcome to The Jungle numa formatura cheia de funkeiros, é completamente criticada e odiada pelos Deuses do Metal. Podem ter certeza que o Massacration é inspirado do Manowar.

Já o Kiss é uma banda que foi feita pra ganhar dinheiro e chamar a atenção. O teatro desses 4 personagens rendeu boas histórias. Mesmo falando de amor em 70% de suas músicas, o Kiss foi considerado na época uma banda do demo. Suas fantasias e clipes cheios de mulheres foi visto como um bando de pecadores, tocando rock from hell e convocando os jovens para um mundo de pecado e sem volta. Não é bem assim.

Quem pensa que a vida dos roqueis é uma putaria desvairada, essas duas capas mostram que em boa parte isso é verdade. É claro que em todo estilo musical as grupies estão sempre lá, dando mole pro segurança pra entrar no camarim e tirar um sarro da banda e com sorte, quem sabe, acordar ao lado deles e de mais umas 15 mulheres num quarto de hotel.

Essas duas capas tem a mesma idéia, mas cada banda com seu teatro. O Kiss com suas máscaras e o Manowar com suas calças de couro e a falta de camisa. Na verdade esses Deuses estão mais pra ícones da veneração e do sexo sem pudor do que Deuses de verdade. O metal e o rock é isso. As grupies estão por todos os lados, se apaixonando pela banda e querendo de qualquer forma dormir com um dos caras. Que fique claro que estou falando de grupies e não da mulherada em geral.

Essas duas capas são muito mais interpretações de estereótipos do que o contrário. A capa imita um pouco da verdade e a verdade é um pouco da capa. Não dá pra saber o quanto essa capa faz alguém se seduzir a ponto de querer fazer sexo ou uma orgia com a banda, mas que as duas capas são instigantes, isso não podemos negar.

A linguagem das duas capas é muito parecida. Esse tipo de ilustração é muito boa e eu gosto muito. Pra quem foi criado olhando e babando nos desenhos das capas de Conan, com certeza vai gostar e vai gostar mais ainda da capa do Manowar. O disco do Kiss nem tem o que se falar, depois de Creatures of The Night, esse é o disco que mais gosto. Já o disco do Manowar é pra quem gosta do verdadeiro Metal. A dica: Compre uma revista do Conan e dê play, a trilha é bem melhor que a do filme.

Saturday, January 26, 2008

Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik





Não ia entrar muito no mérito de ser o melhor disco dos Peppers, mas tenho que comentar. Escutei esse disco em 92, quando tinha 11 anos. Pode até parecer mentira, mas quando eu tinha 8 ou 9 anos, o disco que eu mais escutava era Reingn Blood do Slayer. Em 92, o Blood Sugar Sex Magik e o Black Album do Metallica disputavam o campeonato mundial de disco mais escutados por mim em 1992. Resumindo, esse disco é bom demais!


Vamos para a parte visual da coisa. Descobri que o cara que fez essa capa, na verdade, um trabalho em conjunto, foram: Henk Schiffmacher, Gus Van Sant. Henk Schiffmacher, mais conhecido como Henky Penky, é até hoje um tatuador dos mais renomados dos EUA. Ele já fez tatuagens pra tudo que é Rock Star e fez o design das línguas dessa capa.

Já Gus Van Sant foi o responsável pelas fotografias e o design em geral. Além de fotógrafo, designer e um monte de coisas, ele também é cineasta. Na mesma época ele que dirigiu o video clipe de Under The Brigde. Ele fez vários filmes e ainda faz um monte de clipes. O que isso quer dizer? Na minha cabeça, ser “diretor de arte” é difícil, principalmente porque todo mundo quer ser, mas poucos conseguem fazer algo tão bom.


Acho que pra ser diretor de arte você precisa de um pouco mais do que aulas de tipografia ou linguagem, tem que ter acima de tudo, bom gosto. Isso tem de sobra em Gus Van Sant. O cara é cineasta, tira foto e ainda faz a direção de arte. Conheço alguns excelentes diretores de arte e sei que todos eles fazem alguma coisa paralera muito bem. Uns tiram fotos, outros desenham, alguns filmam ou escrevem contos.


Voltando pra capa, o tipo de diagramação do nome do disco e do nome da banda é perfeita. Combina demais com os quatro integrantes e faz a pessoa virar o disco de um lado pra outro pra ler e isso faz com que a simetria da capa fique evidente, que mostra que a capa funciona de qualquer lado.
Acho esse disco muito bom, com um nome muito bom e um design muito bom. Olha de onde vem as referências, hoje em dia é comum a diagramação ser feita com a letra do designer.

Mais uma vez a vida imita a arte e arte imita a música, que imita o design, que imita a publicidade, que imita a música e assim por diante. Vamos soltar a mão e fazer layouts como esse. Ousar um pouco mesmo parecendo quadrado é difícil, mas nada como uma boa apimentada no layout pra dar aquele charme.

Fonte: http://sleevage.com/

Monday, January 14, 2008

Chris Cornell - Carry On









O mundo chega no limite e logo em seguida tudo se renova começando do zero. Essa viagem filosófica fica evidente ao ver essa capa do Chris Cornell. O estúdio de design, ilustração chamado Invisible Creature - especialistas em capas de discos, fizeram um trabalho muito legal nesse encarte e capa. Quando falo que o vintage é moda, ninguém me escuta. Todo mundo quer parecer mais antigo, isso é cool e com certeza daqui a pouco todo mundo vai se vestir do mesmo jeito. É o eterno retorno de Nietzsche. Como mesmo falei é uma viagem filosófica.


Parece viagem, mas a linguagem da capa do Chris Cornell é muito antiga. A quanto tempo você não via uma capa com o nome das músicas? A última vez que eu vi foi por volta de 1967. Eu sei que não vi, mas me contaram. Além de ter o nome das músicas na capa, o interior do encarte é uma volta no tempo. Esse design é bem parecido com os que Alex Steinweiss (o inventor das capas de disco). Depois eu faço um artigo só desse cara.

Na capa nem dá pra percebem muito o design vintage, mas no encarte isso fica envidente. Só depois que vi o encarte que fui sacar a linguagem da capa. Fiquei bem impressionado. Tudo no design, moda, estilo e etc.. estão voltando no tempo. É tudo divertido, recordar é viver. A nostalgia vende e diverte as pessoas, mas ainda não tinha visto isso tão evidente numa capa.

Além da capa e principalmente o encarte serem ótimos, o disco também é muito bom. A voz desse cara - que usa esse bigodinho totalmente "E o Vento Levou" - está cada vez melhor. Fiquei triste com o Fim do Soundgarden, com o fim do Audioslave, mas valeu a pena. Os dois discos solos do Cornell são muito bons. Vale a pena conferir.

Se vocie curtir as músicas, acho que vale a pena comprar o CD. Como mesmo penso, as gravadoras tem que inovar e ter alguma coisa pra chamar a atenção das pessoas. Assim como as grandes marcas fazem, tentando inserir as pessoas no mundo e o contexto dos produtos, as gravadoras tem que se virar pra fazer alguma coisa pra que o cara entre numa loja, olhe um CD e resolva comprar. Bem, como mesmo provei, uma capa bonita já ajuda bastante.

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